Principais conclusões
- A largura de um catamarã é o que o mantém estável na ondulação, por isso pode caminhar pelo convés em vez de se agarrar ao movimento.
- Redes de trampolim na proa, um cockpit sombreado a meio do navio e um salão com lugares adequados, para que possa mudar conforme o sol.
- As casas de banho a bordo estão entre as inclusões listadas, o que não é algo que todos os passeios de barco de três horas possam dizer.
- Os hóspedes descrevem grupos de cerca de vinte a vinte e cinco pessoas, o que é pequeno o suficiente para que todos cheguem à amurada.
Para que serve realmente o segundo casco
Um barco de casco único resiste ao balanço por ser profundo e pesado. Um catamarã resiste por ser largo. Dois cascos esbeltos bem afastados significam que inclinar o barco exige levantar um deles para fora da água, e o mar tem de trabalhar consideravelmente mais para fazer isso do que para balançar uma quilha única de um lado para o outro.
O resultado prático é um convés que se mantém aproximadamente nivelado. No Atlântico a sul da Madeira, onde quase sempre há alguma ondulação mesmo com bom tempo, essa diferença não é subtil. Pode pousar uma bebida. Pode caminhar da popa à proa enquanto o barco está em movimento. Pessoas que geralmente ficam nervosas em barcos costumam achar o catamarã o tipo mais fácil de embarcar.
As redes de trampolim
Entre as duas proas, onde um casco único teria um tombadilho, um catamarã tem redes esticadas sobre o vão. É preciso um momento para lhes ganhar confiança, e depois tornam-se o lugar mais popular do barco. Deita-se nelas, o mar passa diretamente por baixo de si através da malha, e quando os golfinhos vêm surfar a onda da proa estão a um par de metros abaixo da sua cara.
Vale a pena saber que as redes apanhão salpicos. Num dia calmo, quase nenhum; quando o barco se move contra qualquer tipo de vaga, o suficiente para ser refrescante em vez de um problema. Se quiser ficar completamente seco, o cockpit é a resposta, e fica a poucos passos de distância.
Sombra, que importa mais do que pensa
A Madeira fica à latitude de Marrocos e o sol de verão sobre mar aberto é mais forte do que parece, porque a brisa do mar vai tirando o calor da pele enquanto os raios ultravioleta continuam sem piedade. Três horas são suficientes para se queimar gravemente se passar todo o tempo nas redes.
O barco resolve isto oferecendo opções em vez de impor uma única. O cockpit está permanentemente à sombra do bimini por cima e tem assentos almofadados. O salão é interior, ao abrigo do vento, com janelas em todos os lados, para não ficar isolado do que se passa. A maioria das pessoas alterna entre as três posições durante o passeio, e é esse o uso previsto.
O catamarã à vela ao largo da costa da Madeira
O salão e os pormenores práticos
No interior há um verdadeiro salão: uma mesa, bancos à volta, uma cozinha e janelas grandes. É um sítio confortável para se sentar se o sol for demais, e é onde as pessoas costumam acabar num dia com mais nuvens do que o habitual.
As casas de banho a bordo estão listadas entre as inclusões, o que vale a pena dizer claramente porque é uma consideração real num passeio de três horas e muitos barcos mais pequenos não têm nada. Há também um bar, onde pode comprar refrigerantes, água com e sem gás, cerveja e vinho branco, tinto ou da Madeira. As bebidas não estão incluídas no bilhete, por isso leve um cartão se quiser uma.
Entrar e sair da água
Na paragem para nadar, o barco ancora e uma escada desce na popa. Essa é a única forma de entrar e sair, e é a razão pela qual o operador afirma claramente que o passeio não é adequado para utilizadores de cadeira de rodas. Subir uma escada de embarque a partir de mar aberto exige força normal nos braços e nas pernas.
Para quem se sente confortável com isso, é simples: descer a escada, entrar em águas profundas e claras, e voltar a subir da mesma forma quando estiver satisfeito. A tripulação está na popa durante todo o tempo da paragem para nadar. Ninguém é obrigado a entrar, e o convés é um sítio perfeitamente bom para passar essa meia hora.
Quantas pessoas vão a bordo
Pequeno o suficiente para fazer diferença, e isto aparece em crítica após crítica. Um hóspede descreve um grupo de vinte a vinte e cinco pessoas e contrasta-o especificamente com barcos onde cem pessoas estão amontoadas. Outro menciona que o catamarã não era demasiado grande nem estava cheio como uma das razões pelas quais o passeio funcionou.
A consequência é prática, não atmosférica. Num barco pequeno, quando aparecem golfinhos do lado de bombordo, todos os que os quiserem ver podem ir para o lado de bombordo. Não há confusão nem fila à amurada, e a tripulação pode responder a perguntas individuais em vez de falar para uma multidão.
À vela ou a motor
O barco é um catamarã à vela com aparelho completo, e quando o vento está favorável as velas sobem, o que é uma forma mais silenciosa e consideravelmente mais agradável de se deslocar do que a motor. Se isso acontece na sua tarde específica depende inteiramente do vento, e à volta da Madeira o vento é conhecidamente local: um penhasco pode bloqueá-lo completamente.
Vale a pena definir expectativas honestamente. Este é um passeio de observação da vida selvagem e natação que navega quando as condições o permitem, não uma aula de vela. Se o vento não estiver presente ou estiver na direção errada, o barco vai a motor, que também é a forma mais fiável de manter a posição perto de um grupo de golfinhos.
